Psicologia do Adulto

João César Mousinho Queiroz
Atua em psicologia clínica, terapia familiar e orientação vocacional
CRP/SP 213713
São Paulo/SP
psicocesarmousinho@hotmail.com
www.sodrogasealcool.org
Obs: ESPECIALIZAÇÕES: DROGADIÇÃO ( DEP. QUÍMICA DE ÁLCOOL, DROGAS E CIGARROS), DEPRESSÃO e FOBIAS. MULTIPLICADOR DO DENARC. ATENDIMENTOS EM TERAPIAS: INDIVIDUAIS, CASAIS, GRUPAL, FAMILIAR. ATENDIMENTOS A DOMICILIO DESDE 2000. TRABALHO COM FAMÍLIA DESDE 86. PALESTRAS: ESCOLAS, FACUS, UNIVERSIDADES, CONDOMINIOS, EMPRESAS DESDE 86. TRABALHOS FILANTRÓPICOS COM DEP. QUÍMICO, DEPRESSIVOS CARENTES E SEUS FAMILIARES. DESDE 90. AUTOR DO LIVRO: ABORRECENTES E ABORRECIDOS.


Controle antidrogas nos condomínios residenciais

 

Sem a presença da policia e cercado de muros e portões altos, muitos condomínio são, as vezes, um local protegido para usuários de drogas. A isso se somam a falta de dialogo familiar e a permissividade por parte de pais, que deixam seus filhos se tornarem fáceis presas das más companhias ou dos traficantes. Isto quando não são os pais os primeiros a dar mau exemplo, expondo seus vícios, publicamente.Como observa o psiquiatra Içami Tiba “Você não pode deixar a decisão nas mãos dos filhos, confiando apenas na educação”. A permissividade pode levar seu filho para o mau caminho.

Igualmente preocupado com o problema e aliando a experiência de ex-sindico a de psicólogo clinico e terapeuta familiar, João César Mourinho de Queiroz, desenvolveu um programa antidrogas para condomínios residenciais. As palestras, que duram um hora, tem obtidos a participação de mais da metade dos moradores, são muito bem recebidas pelos jovens e produzindo ótimos resultados. A palestra é de 40 minutos dedicados a prevenção e o uso abusivo de drogas, e 20 minutos abertos pra pergunta e respostas sobre o tema.

“Procuramos conscientizar os interessados sobre os malefícios dos entorpecentes, bem como formas para seu combate”, afirma Queiroz. Em suas exposições, explica pontos como os que levam os jovens a buscarem o caminho das drogas, o relacionamento com os pais e as formas de prevenção.

Visitando os condomínios, Queiroz concluiu que as principais causas são as curiosidades, fortes emoções, alienação, ausência de dialogo e permissividade. Os interessados podem ter esclarecimento pelo site www.sosdrogasealcool.hpg.com.br ou pelo telefone 9676-6509. outro fato importante é que Queiroz ministra palestras para zeladores e síndicos, através das administradoras de condomínio, objetivando transformá-los em multiplicadores de opinião contra uso abusivo de drogas e a favor da prevenção.

Para os condomínios que tem problemas com as drogas, o psicólogo não aconselha atitudes extremas, como chamar a policia, mesmo que isso envolva adultos. “ O sindico deve procurar reunir a família, dialogar com os envolvidos e alertá-los sobre os perigos que tóxico representa ao jovem e ao próprio condomínio”, afirma. “Isso deve ser feito com muito cuidado, pois, frequentemente, os pais desconhecem o vicio dos filhos”.

Outra recomendação é a realização de atividades esportivas e e de lazer, como campeonatos internos de futebol, gincanas e passeios. Seria como transformar o condomínio em um mini-clube, para praticas recreativas e para o estreitamento de relações. “ Assim, os jovens estarão ocupados com tarefas saudáveis, deixando de usar seu tempo com atividades nefastas” diz Queiroz.

Não se pode esquecer que o exemplo familiar tem grande peso na educação. Pais que fumam terão certamente mais dificuldade em proibir o filho de fumar, Içami Tiba diz que “ descobrir o limite entre a liberdade e o autoritarismo na relação familiar pode não ser muito fácil, mas tampouco precisa se um bicho-papão”. Mas adverte: “Quando os pais permitem que os filhos façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais”. E ai, as conseqüências se tornam imprevisíveis.

.