Psicologia do Adulto

Renata Goltbliatas
Atua em psicologia hospitalar e clínica
CRP/SP 06/66595
São Paulo/SP

E-Mail: regoltbliatas@hotmail. com
Website: renatapsi.awardspace. com
Obs.: Psicóloga com Formação em Psicologia Hospitalar pela Santa Casa de São Paulo com habilitação em Pediatria, Oncologia e Neuropsicologia; Aprimoranda em Psicologia Hospitalar no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, com habilitação em Ginecologia. Associada do Ceaap - Realiza atendimento a Crianças, Adultos, Casais e especialmente a pacientes da Oncologia, Acompanhamento Psicológico durante o Pré e Pós Operatório de pacientes da Oncologia; Apoio Psicológico para pacientes submetidos à Quimioterapia e Radioterapia; Apoio Psicológico para familiares e cuidadores destes pacientes. Ministra Palestras na área da Psicologia Hospitalar e Aulas como Profª. Convidada no Curso de Psicologia Hospitalar do Ceaap; Colaboradora na criação e implantação do I Prêmio Ceaap de Produção Científica.

Apoio Psicológico a Mulheres com Câncer de Mama


O câncer de mama é com certeza uma das doenças mais temidas pelas mulheres devido à freqüência com que vem ocorrendo e, sobretudo, em função dos seus efeitos psicológicos, pois afetam a sexualidade e a imagem pessoal feminina. É uma doença devastadora tanto em termos físicos quanto psíquicos.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres. A ocorrência de casos novos para 2006 é de 48.930 casos, com um risco de 52 casos novos para cada 100.000 mulheres. Ainda sobre os dados do Inca, aponta-se que a sobrevida após cinco anos da descoberta da doença é de apenas 61%. Como principais fatores de risco apontados estão: a obesidade, o fumo, casos de câncer de mama na família, uso de álcool, estresse entre outras.

O diagnóstico de câncer e todo o processo da doença são vividos pela paciente e pela família como um momento de intensa angústia, sofrimento e ansiedade. O tratamento do câncer de mama pode afetar a imagem corporal das mulheres, uma vez que a imagem que temos de nós mesmos está diretamente ligada ao nosso psiquismo.

A ansiedade de morte e a mutilação, ambivalência, a negação, a hostilidade e a desesperança são os sentimentos mais presentes nas mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Diversos trabalhos constataram que mulheres doentes, submetidas a mastectomia, apresentaram a negação como o principal mecanismo de defesa, utilizado pelo ego, contra a morte.A cirurgia é considerada um fator de estresse uma vez que existe imprevisibilidade dos resultados e sintomas, os quais a paciente não pode controlar através de suas ações.É importante ressaltar ainda que no período pré-operatório existe grande preocupação com a gravidade da doença e os resultados da cirurgia, que são consideradas grandes fontes de medo.

É importante destacarmos também que no Brasil, não há ainda uma cultura voltada para o cuidado preventivo, pois muitas dessas mulheres só procuram ajuda quando a doença está num estágio avançado, sendo muito difícil propor um tratamento menos agressivo. Promovendo a idéia de prevenção talvez possamos diminuir os números absurdos de casos de câncer de mama no Brasil.

Com isso, o apoio de um profissional da Psicologia é indispensável em todos os momentos, desde o diagnóstico da doença, como durante e após o tratamento. O auxílio de um Psicólogo diante de uma doença pode ajudar no entendimento do que está ocorrendo no momento como também pode vir a ser um suporte para a pessoa que enfrenta essa situação.

Vale destacar que os atendimentos, nesses casos, podem ser realizados tanto em consultório, como no próprio hospital durante a internação, trabalho que é indicado ao Psicólogo Hospitalar.




Almeida, A.M.; Mamede, M.V.; Panoblanco, M.S.; Prado, M.A.S. & Clapis, M.J. (2000) Construindo o significado da recorrência da doença: a experiência de mulheres com câncer de mama. Trabalho apresentado pelo Dep. de Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Brenelli, H.B., Shinzato, J.Y. (1994) Terapia de apoio à pacientes com câncer de mama. Em: DIAS, E.N. Mastologia Atual. Rio de Janeiro: Revinter.

Cury, A.F (2000). Aspectos Emocionais da Cirurgia Ginecológica. Revista Femina de Ginecologia. v.28, nº 09, outubro, São Paulo: Ponto Planejamento.

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