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Fernanda Naily Fisioterapia na Saúde da Mulher
A Fisioterapia tem evoluído como ciência e cada vez mais, estão sendo desenvolvidos pelos fisioterapeutas novos técnicas e métodos. A fisioterapia na saúde da mulher desenvolve trabalhos de prevenção e de reabilitação nas áreas de oncologia mamária, climatério, gestação e pós-parto, dor pélvica crônica e uroginecologia (incontinência urinária, fecal e disfunções sexuais), visando à melhoria nas condições físicas da mulher através de exercícios especializados de acordo com a necessidade de cada uma. Câncer de mama: A mulher passa a ter uma nova realidade de seu esquema corporal após a cirurgia, devido a importantes alterações que ocorreram: anatômico, fisiológico e funcional. A fisioterapia desempenha papel fundamental por apresentar um conjunto de possibilidades terapêuticas suscetíveis, intervindo na mais precoce recuperação funcional até a prevenção e tratamento de seqüelas como dor, restrição de movimentos, diminuição de força muscular, aderência da cicatriz, alterações posturais e linfedema. Linfedema é o excesso de fluidos acumulado fora do vaso linfático que provoca inchaço e dor no membro afetado. A fisioterapia regride os transtornos do linfedema e evita que este aumente com o tempo, o que poderia gerar maior risco de infecções. Climatério: Climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. Essa fase da vida da mulher corresponde um período de intensas modificações em nível psicológico e físico. Esse é um processo natural e inevitável. A fisioterapia nessa nova fase da mulher tem como objetivo promover o bem estar físico e psíquico combatendo a “sensação” de declínio físico, intervindo na melhoria da auto-estima e evitando crises depressivas.
Gestação e pós-parto:
A Fisioterapia tem como objetivo garantir à gestante uma gravidez mais saudável e tranqüila. Dor pélvica crônica: A dor pélvica crônica é caracterizada por uma dor constante ou intermitente, localizada na região pélvica que persiste a pelo menos 06 meses. Essa dor pode ou não ser de origem ginecológica, cabendo ao medico a determinação do diagnóstico ginecológico e indicação ao tratamento clínico ou cirúrgico. A fisioterapia tem como objetivo atuar no tratamento dos sintomas de origem muscular, aliviando, melhorando e corrigindo as alterações posturais produzidas pela dor, reduzir espasmos musculares, melhorando a qualidade de vida da paciente fornecendo orientações que busquem facilitar a realização de atividades de vida diárias. Uroginecologia: Incontinência Urinária é a perda involuntária de urina da bexiga em condições impróprias. Não é uma doença, mas um sintoma causado por diferentes razões. Embora as mulheres acima de 40 anos, estejam mais sujeitas à perda de urina, este sintoma pode aparecer em qualquer fase da vida e em qualquer classe sócio-econômica ou padrão cultural. Pode ocorrer a perda de algumas gotas ao tossir, espirrar e aos pequenos esforços ou então o esvaziamento completo da bexiga. A incontinência urinária pode ser tão desagradável que interfere com os aspectos mais simples do dia a dia e pode causar distúrbios emocionais, como ansiedade, depressão, irritabilidade, cansaço, entre outros. Poderá ser tratada por cirurgia, medicamentos, fisioterapia ou combinados.
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